Sobre o porque de compor e seus parceiros musicais, em sua maioria letristas, Laura comentou:
“Olha: tem tanta música no mundo que a gente acaba ficando em dúvida do porque compor mais uma. Mas acho importante fazer música autoral para dizer coisas sob um ponto de vista pessoal. É uma identificação mais direta com aquilo que se pensa, diferente de quando você faz uma releitura de uma canção de outro compositor. Quanto às parcerias, eu trabalho mais com a letrista Luísa Gimenez, daqui de São Paulo. Ela tem um jeito de escrever que muito me interessa, com letras algumas vezes intimistas, outras com humor, outras sobre as mazelas da vida, assuntos bem amplos. Fiz também canções com o Guca Domenico, com a Lucina, e outros autores como o poeta Valnei Andrade”.
“Uma referência forte de lembrança auditiva da poesia declamada vem dos discos da Maria Bethânia, que eu ouvia em casa com minhas irmãs. Mas sempre colecionei livros de poesia, e lia a poesia de Drummond, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Ana Cristina Cesar, Ledusha, Leminski e Thiago de Mello, que vim a conhecer pessoalmente quando eu mudei para Sampa, por ter musicados alguns de seus poemas, em um trabalho com o meu grupo Proas Claras. A Alice Ruiz, que conheci recentemente, também é uma forte influência”.