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Show do “Viola Blues”

Show São Paulo: Canção Postal

Moído no Pilão

Sem Cerimônia

Luisa Gimenez

Valnei Andrade

Laura Campanér e Guca Domenico
Música: Paixão intensa!
por Bel Carrilho Martins

Falar de Laura Campanér sem destacar seu pensamento musical é complicado. Porém, o que ela diz em relação à música resume de tal forma sua trajetória, que não podemos deixar de citar: “Para mim a música é uma paixão inspiradora e criativa, que reúne amigos e me faz viver mais intensamente”.

Sabendo desse pensamento, fica mais fácil explicar a grande quantidade de grupos musicais que Laura Campanér participa. Sempre embasada na sua formação, que teve o violão erudito como ponto de partida, Laura Campanér transita por diversas “paragens musicais”, numa variada gama de estilos.

A multiplicidade de trabalhos acontece de fato de maneira intensa. Além de seus trabalhos mais expoentes, como o Duo Canta Viola (viola caipira e violão), o duo Viola & Violeta (viola de arco e viola caipira), o duo Lua Branca (flauta e violão), o trio de Cordas Brasileiras (violão, viola caipira, viola de arco e cavaquinho), o quinteto Comitiva das Cordas (viola caipira e quarteto de cordas), e os grupos Proas Claras e ContosEncantados, que mesclam música e teatro, Laura Campanér está sempre muito bem acompanhada na realização de sua música.

Seu mais recente trabalho, o “Viola Blues”, une viola caipira e gaita, misturando elementos da cultura popular brasileira e americana. Assim, numa união de linguagens afins, o “Viola Blues”, formado por Laura Campanér (viola, violão e voz), Ivan Márcio (gaita e voz), Zé Terra (viola e voz) e Fábio “Azeitona” Daros (percussão), toca um repertório eclético, com base de arranjos na viola caipira, considerada um dos instrumentos mais típicos da música de raiz no Brasil, e na gaita, em sua profunda ligação com o blues tradicional, também considerado música de raiz americana.

O show “Canteiros de Poemas”, de 2006, trouxe à tona a poesia de Drummond, na “Canção Amiga”, de Cecília Meirelles, em “Eu Canto”, de Guimarães Rosa, com “Sertanejo do Sertão” e de Mário Quintana, em “Canção da Primavera”, ambas composições de sua autoria, e ainda Vinícius de Moraes, com “Rosa de Hiroshima”, Cazuza, Alice Ruiz, Antonio Cícero e Arnaldo Antunes, entre outros poetas homenageados pelo trio, formado por Laura Campanér (violão), Leandro Paccagnella (percussão) e André Calixto (sax tenor e flauta).

Verdadeiras jam session, vem de parcerias com os mais diferentes músicos do cenário paulistano, proporcionando importantes encontros em sua carreira, como sua participação no Quinteto Cambará, que “atacou” em 2005, no auditório do Centro de Estudos Tom Jobim, em São Paulo, com Paula Valente no sax soprano e flauta, Liz de Carvalho ao piano, Laura Campanér no violão e viola caipira, Marinho Andreotti no baixo elétrico e Nahame Casseb na bateria, para tocar temas como “Viola Fora de Moda” de Edu Lobo, e “Baião de Lacan”, de Guinga.

Com o show “São Paulo: Canção Postal”, cantou em homenagem a cidade de São Paulo, por ocasião de seu aniversário, num repertório de canções de compositores paulistas, entre eles Adoniran Barbosa, Rita Lee e Klébi Nori, acompanhada de Luisinho do Acordeom (acordeom), Nelson Martins (baixo) e Leandro Paccagnella (percussão).

Em 2004, Laura Campanér uniu humor e música ao lado da cantora Lúcia Leão, no show “Marvada Neide” (cujo nome foi emprestado de uma cachaça fabricada no interior paulista), num repertório de canções dos mais variados compositores brasileiros, com músicas feitas para as mulheres que tornam a vida de seus companheiros um verdadeiro “jogo de paciência”.

Também em 2004, cantou a natureza através de várias canções no show “Pássaros do Brasil”, com variados temas do nosso cancioneiro, falando dos “passarins” brasileiros, com a participação de Camila Bomfim (contrabaixo acústico) e Zé Terra (violão e voz).

Com o trio instrumental “Moído no Pilão”, composto por Luisinho do Acordeom (acordeom), Laura Campanér (viola caipira) e Leandro Paccagnella (percussão), que estreou em 2003, com o nome de Xote, Baião e Cia. (atuando com esse nome durante todos os anos seguintes e só recentemente rebatizado para “Moído no Pilão”), explora a vertente nordestina, base do repertório composto de temas de Luiz Gonzaga e de autores da música regional paulista.

Com o show intitulado “Sonoros Violões”, de 2002, ao lado do violonista solista Éder Francisco, seu colega de trabalho no CEM (Centro de Estudos Musicais Tom Jobim), Laura Campanér pode destacar a obra específica do violão, num repertório totalmente brasileiro que incluiu valsas e choros como “Dr. Sabe Tudo”, “Abismo de Rosas”, “Sons de Carrilhões” e “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda”, com arranjos para violão natural e violão requinto.

Em 2001, Laura Campanér homenageou a cantora e compositora Rita Lee, uma referência musical para seu lado pop, com o show “Sem Cerimônia”, tocando guitarra ao lado de Carlito Rodrigues (baixo) e Leandro Paccagnella (bateria).

Outro destaque importante de sua trajetória, foi o encontro em 2000, com o cantor Tinoco, da dupla Tonico &Tinoco, onde pode cantar ao lado da dupla Tinoco & Tinoquinho, acompanhada do grupo Vitrola Caipira, do qual ainda hoje é integrante.

Sem deixar de lado sua atuação como compositora, com dois discos autorais (o cd “Meu Vôo” e o cd de estréia “Laura Campanér”), desenvolveu parcerias com alguns poetas paulistas, entre eles a letrista Luisa Gimenez, com quem compôs a maior parte de sua obra, com destaque para a canção “Parei Pra Te Ver”, já gravada por outras cantoras. Na primeira fase de sua música, num estilo mais lírico, o poeta Valnei Andrade foi parceiro importante, destacando-se com para a canção “Coração Métrico”.

Das parcerias mais recentes, podemos citar o cantor e compositor Guca Domenico, integrante do grupo Língua de Trapo, com o qual Laura Campanér compôs a canção “Boa Nova”.

Observando a trajetória musical e todos os grupos que atua, podemos confirmar que Laura Campanér faz de sua música uma paixão intensa.